Água de Pina Bausch 2001

 Na primeira noite em que foi apresentado no palco, o 36° espetáculo de Pina Bausch ainda não tinha nome, era apenas Uma peça de Pina Bausch. As 745 poltronas da Schauspielhaus estavam todas ocupadas. Quando, dos alto-falantes do teatro, começou a soar a versão de Bob Brookmeyer para A Felicidade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, tinha-se a impressão de que a plateia já havia sido cativada.

 O humor também reinou em diversas passagens. Como quando um dos bailarinos circula pelo palco proferindo, em alemão, uma série de palavras no diminutivo, como “sofazinho”, “beijinho”, “fernandinho” e “oizinho”: um precioso flagrante do olhar de Pina Bausch sobre a ternura do “dialeto” brasileiro.

 Pina criou este espetáculo após uma viagem que fez ao Brasil que ficou muito encantada com nossa língua, cultura e alegria.



FOTO: © Ursula Kaufmann

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