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Mostrando postagens de julho, 2023

Tradução da entrevista “Não como as pessoas se movem, mas o que move as pessoas”, feita por Jochen Schimidt a Pina Bausch

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 ( Esta entrevista foi realizada em 1978, logo antes da estréia de Kontakthof ).  “Não como as pessoas se movem, mas o que move as pessoas”  Schimidt - Pina Bausch, quando você deixou o Folkwang Dance Institute em 1973 e veio para Wuppertal, você disse que estava com medo de ser devorada pelo maquinário do teatro. Você ainda tem esse sentimento hoje em dia?  Bausch - As coisas são muito diferentes hoje em dia do que eu tinha imaginado que elas seriam. Naqueles dias eu achava que não seria possível fazer nada pessoal. Imaginei uma rotina e regras e tudo o que isso envolve. Eu pensava que o teatro teria que seguir da maneira usual. Eu estava com muito medo disso naqueles dias.  Schimidt - E do que você tem medo hoje em dia?  Bausch – No momento... bem, talvez eu esteja um pouco apavorada pela situação em que me encontro, em que não tenho tempo de dizer ‘Será que eu não posso descansar em algum lugar por duas semanas?’ Não falo de feriados, simplesmente para ...

O surgimento da dança moderna

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O surgimento da dança moderna remonta ao início do século XX e foi um movimento de ruptura com as tradições e formas estabelecidas da dança clássica. A brindo caminho para novas abordagens estéticas e expressivas. Foi um período de experimentação, inovação e diversidade de estilos, onde coreógrafos e dançarinos buscaram uma linguagem de movimento mais pessoal e contemporânea. No início do século XX, artistas como Isadora Duncan, Ruth St. Denis e Ted Shawn, Martha Graham, Doris Humphrey, entre outros, estavam entre os pioneiros da dança moderna. Eles se afastaram da rigidez da dança clássica, buscando movimentos mais naturais, expressivos e emocionais. Cada um deles desenvolveu uma abordagem única e contribuiu para o enriquecimento da dança moderna. Coreógrafos como Mary Wigman na Alemanha e Rudolf Laban na Áustria contribuíram para o desenvolvimento de técnicas de dança moderna e exploração de novos conceitos de movimento e espaço. À medida que o século avançava, a dança moderna...

Minha dança minha teatralidade

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Na minha vida e no meu corpo cotidiano, cheio de deveres a serem feitos e horários a serem cumpridos eu entendia todas as tensões e bloqueios criativos que eu tinha para com a dança. Não tenho tempo pra isso. Tenho que acordar cedo para trabalhar. Preciso dormir. Preciso fazer comida. Tenho que lavar roupa, limpar a casa. Não da mais pra fazer aulas de dança, não tenho dinheiro pra isso! E assim fui deixando de me expressar artisticamente. Generalizo artisticamente, pois desde pequena eu encontrei na dança formas de me expressar, quando estava, triste, alegre, aflita, confusa, etc.  Eu fui conhecer Pina Bausch mais a fundo quando eu já estava na Universidade. E fiquei simplesmente apaixonada pela trajetória dela na dança e seu olhar sobre o corpo humano. Um corpo cotidiano. E foi ai que comecei a estudar mais sobre suas técnicas e abordagens para coreografar seus espetáculos. Quando voltei a me movimentar comecei conhecer de novo meu corpo, me mexendo e remexendo como eu ...

Água de Pina Bausch 2001

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 Na primeira noite em que foi apresentado no palco, o 36° espetáculo de Pina Bausch ainda não tinha nome, era apenas  Uma peça de Pina Bausch . As 745 poltronas da Schauspielhaus estavam todas ocupadas. Quando, dos alto-falantes do teatro, começou a soar a versão de Bob Brookmeyer para  A Felicidade , de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, tinha-se a impressão de que a plateia já havia sido cativada.  O humor também reinou em diversas passagens. Como quando um dos bailarinos circula pelo palco proferindo, em alemão, uma série de palavras no diminutivo, como “sofazinho”, “beijinho”, “fernandinho” e “oizinho”: um precioso flagrante do olhar de Pina Bausch sobre a ternura do “dialeto” brasileiro.  Pina criou este espetáculo após uma viagem que fez ao Brasil que ficou muito encantada com nossa língua, cultura e alegria. FOTO:  ©  Ursula Kaufmann